Gigante pela própria natureza

Baobá na Praça da República - Recife
Baobá na Praça da República – Recife

“O solo do planeta estava infestado. E um baobá, se a gente custa a descobri-lo, nunca mais se livra dele Atravanca todo o planeta, é pequeno e os baobás numerosos, o planeta acaba rachando. Meninos! Cuidado com os baobás!”. Antoine de Saint-Exupéry, em O Pequeno Principe

Os baobás, embondeiros, imbondeiros ou calabaceiras  (Adansonia) são um gênero de árvore  nativas da ilha de Madagascar, do continente africano  e da Austrália.

Chega a alturas entre de 5 a 25m (excepcionalmente 30m), e até 7m de diâmetro do tronco (excepcionalmente 11m). Destaca-se pela capacidade de armazenamento de água no seu  tronco e pode armazenar até 120.000 litros. Em certas regiões de Moçambique, o tronco desta árvore é escavado para servir como cisterna comunitária.

Modernos métodos de avaliação, tal como o do carbono radioativo, revelam que uma árvore de 5 metros de diâmetro (a média é de 10 metros) tem 1.010 anos de idade. Antes da utilização de técnicas avançadas, a idade dessas árvores era avaliada pela leitura de datas inscritas no tronco pelos primeiros exploradores alguns deles do século XV. É uma das árvores mais antigas da terra.

Desenvolvem-se em zonas sazonalmente áridas, e são árvores de folha caduca, caindo suas folhas durante a estação seca. Alguns têm a fama de terem vários milhares de anos, mas como a sua madeira não produz anéis de crescimento, isso é impossível de ser verificado: poucos botânicos dão crédito a essas reivindicações de idade extrema.

O baobá é a árvore nacional de Madagascar e o emblema nacional do Senegal.

A Mukua ou fruto do baobá, tem no seu interior um miolo seco comestível (não tem sumo), desfaz-se facilmente na boca e o seu sabor é agridoce, é rico em vitaminas  e minerais. Ao dissolver em água a ferver obtém-se o sumo que depois de frio, é tomado como uma bebida fresca.

No Brasil existem poucas árvores, trazidas pelos sacerdotes africanos e plantadas em locais específicos para o culto das religiões africanas. Concentram-se, principalmente, em Pernambuco.

No Recife: Praça da República(possível fonte de inspiração de Saint Exupéry, ao escrever O pequeno príncipe), Faculdade de Direito do Recife, Cidade Universitária, Ponte d’Uchoa, Poço da Panela( dois exemplares), Sitio de Pai Adão (existe um, mais de cem anos e um tronco de mais de 10 metros), Praça da Sudene (no bairro de Santo Amaro) e na Rua Coronel Urbano Ribeiro Sena (Fundão)

Fora do Recife: Estância Rica Flora(Aldeia, Camaragibe existem três), Ipojuca (Porto de Galinhas e Vila de Nossa Senhora do Ó (mais de 350 anos e 15 metros de circunferência), Engenho Poço Comprido (Vicência – há dois espécimes);  Complexo Portuário de Suape (Cabo); Usina Ariepibu (Ribeirão); Sítio Capivarinha (Sanharó); Fazenda Pitombeiras (Serra Talhada); Tacaratu; Araripina(um exemplar com mais30 anos).

Rio Grande do Norte: Natal , Nísia Floresta e nas ruínas de Pedro Velho, em Assú existem 11 baobás de aproximadamente quatrocentos anos e em processo de tombamento histórico.

Rio de Janeiro, cinco exemplares: Passeio Público, Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Lagoa Rodrigo de Freitas, pátio do Museu Histório de Quissamã, na antiga Fazenda Quissamã e na Ilha de Paquetá.

Alagoas: um exemplar na Praça do Skate, em Maceió.

Ceará: um exemplar na praça do Passeio Público, na cidade de Fortaleza, onde foram fuzilados alguns revolucionários da Confederação do Equador.

Fonte: Wikipedia / Fundação Joaquim Nabuco / Trechos transcritos do artigo do Dr. Diogenes da Cunha Lima(que comprou um terreno em Natal, para salvar um gigantesco baobá e garante que na década de 30, Saint-Exupéry pousou seu avião em Natal e conheceu o baobá) e Claire Dellatola com Colaboração do Professor Mauricio Wieler

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