O que é melhor: uma UX perfeita ou um produto no ar?

Não é difícil encontrar um app que seja bug “free” e que tenha baixo rating. E também é inegável que se tem uma coisa que os top apps têm em comum é a ótima experiência de usuário. Concluímos, então, que UX é disciplina fundamental para o sucesso de um produto. Dito isso, por que não maximizar o seu valor, levando à perfeição?

Se um produto for lançado logo, as pessoas vão ficar felizes em poder utilizar o que já tem e ajudar de forma mais qualificada o produto por meio de feedbacks. Ele vai estar perfeito? Não, mas vai estar “vivo” com pessoas utilizando. Enquanto que, se você tem um produto em suas mãos e ninguém está usando, ele não é um produto. Ele não é nada; é apenas um conceito.

Let’s Build, Measure and Learn

Já ouvi de algumas pessoas dizendo para lançar um MVP como desculpa para UX ruim, o seguinte lema: “Faça o possível para colocar o mais rápido que conseguir um produto na mão dos seus usuários e diminuir o ciclo de feedback de aprendizado”.

O MVP é uma ferramenta de experimentação. É por isso que um produto que funciona de forma manual (MVP concierge), pode ser um MVP. E uma landing page pode ser um MVP. Nesse caso, você não faz um lançamento de uma landing page como sendo o seu produto, você faz o lançamento da sua landing page como ferramenta de experimentação – seja de proposta de valor, copywriting, modelo de negócio, pegar beta testers etc.

De um modo grosseiro, um MVP pode ser qualquer coisa que valide suas hipóteses, mas qualquer coisa não é um produto que os usuários desejam usar, que seja viável como negócio e viável de ser feito.

Um exemplo de produto que as pessoas iriam gostar de utilizar: uma caixa que jogasse dinheiro toda vez q você aperta um botão. Com certeza iria ter um engajamento alto, mas isso não é viável. E se você construísse uma rede social, que é altamente viral, mas tem uma taxa de churn altíssima? Você construiu um MVP, mas não é um produto com engajamento.

Então, tudo vai depender do seu objetivo. Vamos avaliar alguns exemplos:

  1. Você quer descobrir qual é a necessidade do seu público-alvo e uma solução em potencial que seja viável:
    Foco no MVP. Diminua o ciclo de feedback build > measure > learn o máximo que puder para descobrir algo que seja lucrativo. A pergunta que você quer responder com esse objetivo é: isso dá dinheiro?
  2. Você quer começar a engajar as pessoas: Estique o ciclo de feedback Lean, comece a colocar o UX como fator diferencial e lance algo que te permita descobrir qual é a experiência mínima que faz o seu público alvo desejar o produto. A pergunta aqui é: até que ponto as pessoas desejam utilizar o meu produto?
  3. Você quer maximizar o engajamento e viralizar seu produto: Aqui, adicionar features não é mais necessário. O que você precisa é de um entendimento mais profundo do seu cliente, estar no máximo da empatia e entender os problemas e necessidades que está abordando. Nesse caso, aperfeiçoe sua UX.

Portanto, partir para um MVP não é um convite para ignorar o básico de UX. Até porque, isso pode acabar influenciando no seu experimento.

O primeiro ponto é evoluir de forma iterativa. Como se costuma fazer com uma arquitetura de software, na qual mesmo não desenvolvendo um módulo X, o desenvolvedor faz o app pensando no módulo X para que se um dia ele precise, ele possa fazer de forma fácil. Também podemos utilizar o mesmo raciocínio em UX. Não é necessário pensar no todo para só depois ir cortando coisas para se chegar nesse todo.

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Assim, quando precisamos fazer algumas mudanças, fazemos de forma suave e interativa.

O segundo ponto é pegar feedback constantemente com os principais stakeholders para ratificar se estamos no caminho correto – o que não significa agradar a todos, significa entender que todos que estão envolvidos no produto têm um papel importante na construção dele.

Seu site ou app não está escrito em pedra. Ele deve evoluir. E se você está querendo atingir a excelência ao mesmo tempo em que está correndo para lançar o seu produto no mercado, então você tem dois objetivos conflitantes. Ninguém quer fazer algo de baixa qualidade. Altos padrões são necessários, mas são um problema quando se traduzem em uma falta de flexibilidade. Primeiro, acerte o seu objetivo e depois ajeite a sua balança entre UX e execução.

Ficou alguma dúvida, concorda ou discorda totalmente? Vamos debater nos campos abaixo! Até a próxima.

Fonte: Harrison Souza – Imaster

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